Os sinais de esgotamento do sistema de produção em massa vigente nos países ricos se tornaram cada vez mais claros a partir do final da década de 1960. Também conhecida por fordismo, a escala de produção era rígida, uma vez que cada empresa tinha de gerar praticamente todos os componentes de produção.

Em virtude disso, diversas iniciativas foram introduzidas até se consolidar o sistema flexível de produção em grande escala, capaz de permitir que cada empresa interessada passasse a transferir parcelas da produção para outras unidades empresariais. As empresas multinacionais foram portadoras para o mundo desta novidade, também chamada de toyotismo.

A crise da dívida externa no início dos anos 1980 no Brasil foi acompanhada pelo movimento gradual de reestruturação produtiva contendo algumas práticas de flexibilização e subcontratação de mão de obra, especialmente em algumas empresas multinacionais. Mas foi somente na década de 1990 que a terceirização ganhou relevância nacional, pois se difundiu por praticamente todos os setores de atividade, inclusive no setor público.

O predomínio das políticas neoliberais emagreceu o emprego no Brasil, fazendo com que a terceirização fosse uma das poucas possibilidades de ocupação nos anos 1990. A volta do crescimento econômico a partir de 2004 foi acompanhada da geração de mais empregos, a maioria deles de maior qualidade e com melhores condições de trabalho.

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